quinta-feira, 29 de julho de 2010

Continuação do trabalho sobre Guimarães Rosa...

“O diabo na rua, no meio do redemoinho...”


“Urubu é vila alta,
Mais idosa do sertão:
Padroeira, minha vida –
Vim de lá, volto mais não...
Vim de lá, volto mais não?

Corro os dias nesses verdes,
Meu boi macho baetão:
Buriti – água azulada,
Carnaúba – sal do chão...

Remanso de rio largo,
Viola da solidão:
Quando vou p’ra dar batalha,
Convido meu coração...”



“Meu boi preto mocangueiro,
Arvore para te apresilhar?
Palmeira que não debruça:
Buriti – sem entortar...”



“Olererê, baiana...
Eu ia e não vou mais:
Eu faço
Que vou
Lá dentro, oh baiana!
E volto do meio pra trás... - ?”

“Buriti, minha palmeira
Lá na vereda de lá:
Casinha da banda esquerda,
Olhos de onda do mar...”

“Seu pai fosse rico,
Tivesse negócio,
Eu casava contigo
E o prazer era nosso...”

“trouxe tanto este dinheiro
O quanto, no meu surrão,
P’ra comprar o fim do mundo
No meio do Chapadão.

Urucúia – rio bravo
Cantando à minha feição:
É o dizer das claras águas
Que turvam na perdição.


Vida é sorte perigosa
Passada na obrigação:
Toda noite é rio-abaixo,
Todo dia é escuridão....”


“Hei-de às armas, fechei trato
Nas Veredas com o Cão.
Hei-de amor em seus destinos
Conforme o sim pelo não.

Em tempo de vaguejada
Todo gado é barbatão:
Deu doideira na boiada
Soltaram o Rei do Sertão...

Travessia dos Gerais
Tudo com armas na mão...
O Sertão é a sombra minha
E o rei dele é Capitão!...”

“macambira das estrelas,
Quem te deu tantos espinhos?”

“macambira das estrelas,
Xique-xique resolveu:
- Quixabeira, bem me queira,
Quem te ama, Bem, sou eu...”

“remanso de rio largo...
Deus ou o demo, no sertão...”

“às vezes, quase acredito que eu mesmo, João, seja um conto contado por mim.”

“A beleza aqui é como se a gente a bebesse, em copo, taça, longos, preciosos goles servida por Deus. É de pensar que também há um direito à beleza, que dar beleza a quem tem fome de beleza é também um dever cristão.”

“Ficamos sem saber o que era João
E se João existiu
De se pegar.” C.D.A.

“viver é muito perigoso”

“Deus é paciência”
“vingar, digo o senhor: é lamber, frio, o que o outro cozinhou quente demais”
‘Sertão é do tamanho do mundo”
“sertão: é dentro da gente.”
“paciência de velho tem muito valor.”
“sossego traz desejos.”
“...quem ama é sempre muito escravo, mas não obedece nunca de verdade.”

Enredo da obra Grande Sertão: veredas - de Guimarães Rosa

Enredo da Obra de João GUIMARÃES ROSA
Grande Sertão: Veredas
“O diabo na rua, no meio do redemoinho...”

Narrador: o ex-jagunço Riobaldo resolve narrar sua vida a um doutor, que não fala, limitando-se apenas a alguns gestos e risadas.

Riobaldo (narrador-personagem): eu tinha 14 anos e fui pagar uma promessa com a minha mãe às margens do São Francisco e lá me encontrei com um menino.

Riobaldo II (cena- gestos): fica impressionado com a coragem do menino. Você é corajoso!

Reinaldo (Diadorim): é meu pai disse que eu careço de ser diferente.

Riobaldo II: como é seu nome
Reinaldo: é Reinaldo (despedem-se).

RiobaldoI: pouco depois minha mãe morre, meu pai nunca soube quem era. Levaram-me para a fazendo de meu padrinho Selorico Mendes.

Selorico Mendes: Riobaldo você vai estudar com o mestre Lucas.

Riobaldo: combinado.

Riobaldo: meu padrinho me deixou viver na lardeza de tudo eu dispunha de trabalhar seguido eu nem carecia. De uma coisa ele não tolerava que era só que alguém indagasse quanto dinheiro ele tinha.
Mas um dia de tanto querer não pensar nisto, acabei me esquecendo quem me disse que era à toa que minhas feições copavam retrato de Selorico Mendes.
E que ele tinha sido o meu pai. O mundo todo me desproduzia numa grande desonra.
Riobaldo II: eu filho de meu padrinho! Que decepção! Vou fugir para onde? Não sei? Eu vou para casa do mestre Lucas. Vou inventar uma mentira.

Riobaldo II: meu padrinho mandou eu vir para continuar estudando com o senhor.
Mestre Lucas: Eu estava pensando em você, para você ir a fazendo de Zé Bebelo que eu vou dá boas informações suas. Boa viagem!

Riobaldo: eu me tornei um professor na fazenda do Zé Bebelo e depois secretário do fazendeiro, graças a indicação do mestre Lucas. Presenciei várias lutas do bando do Zé Bebelo ao lado das forças do governo contra os bandos de jagunços que infestam o sertão mineiro. E também contra o bando dos jagunços de Joça Ramiro. E a partir daí começa as aventuras pelo norte de Minas, sul da Bahia e Goiás. Mas eu estava insatisfeito com o chefe Zé Bebelo e fugi.

Cena de Riobaldo II (sem destino/ reencontra o menino Reinaldo).
Reinaldo: anda sozinho?
Riobbaldo: estou sem rumo.

Reinaldo: quer entrar para o bando dos jagunços de Joça Ramiro?
Riobaldo II: na hora!
Reinaldo: eu vou revelar um segredo, meu nome é Diadorim, mas só me chame assim quando tiver só nós!
Riobaldo: certo!

Riobaldo: ai afeição entre nós começa a se tornar intensa.

Cena (Zé Bebelo e Joça Ramiro – bandos de jagunços).
Riobaldo: no primeiro combate contra as forças de Zé Bebelo, Reinaldo é ferido, desaparece alguns dias. Depois volta, mas não conta nada ao amigo.

Riobaldo: (conflito): Joça Ramiro quem comanda o bando e derrota. Zé Bebelo que é preso e levado a julgamento.

Hermógenes e Ricardão: matem o prisioneiro!

Riobaldo: não tem necessidade de matá-lo.

Joça Ramiro: vá para Goiás, mas com uma condição jamais volte.

Riobaldo I: depois de dois meses de tranqüilidade o bando recebe a notícia.

Alguém aparece: - mataram Joça Ramiro! Assassinado à traição por Hermógenes e Ricardão.

Cena (aparece Reinaldo e desmaia).

Reinaldo(Diadorim): vamos vingar a morte de Joca Ramiro! Vamos planejar (juntam-se). Vamos nos hospedar na casa do Sô Amadeu.

Cena(ficam só os dois).

Cena (aparece Sô Amadeu e Otacília).

Riobaldo: que bela moça (conversam baixinho). Tenho que ir Otacília.

Otacília: ficarei te esperando para nos casarmos.
Cena (Reinaldo com raiva de Riobaldo e saem).

Reinaldo (com um punhal): você tenha cuidado comigo Riobaldo!

Riobaldo II: o que eu fiz? (surpreso). Que sentimento é esse meu pai que estou sentido! Que diabo é isso! De que jeito eu podia amar um homem macho em suas roupas e suas armas, rústico em suas ações. Ele tinha a culpa? Eu tinha a culpa? O sertão não tem janelas nem portas.

Riobaldo I: em um dado momento os jagunços fugindo dos inimigos param numa encruzilhada, chama Veredas Mortas e Riobaldo descobre que o sucesso de Hermógenes era o fato de que ele vendera sua alma ao Diabo. E resolve fazer o mesmo.

Riobaldo II: Diabo, vamos fazer um pacto? Eu dou minha alma para vencer esta batalha. Vem! Aparece!

Riobaldo I: o diabo não aparece, mas eu acreditei que ele ouviu. Eu tomei uma decisão arriscada, atravessar o liso do Sussuarão e atacar a fazenda de Hermógenes.
Cena(todos o bando de Joca Ramiro).

Riobaldo II: a travessia foi feita. Vamos pegar a mulher para servir de isca.

Riobaldo I: começa a luta sangrenta.

Cena(os dois bandos).

Reinaldo: eu vou vingar a morte de Joca Ramiro seu desgraçado, traidor!

Cena(agarram-se e morrem).

Riobaldo II: (triste): vamos lavar os corpos. Diadorim é uma mulher (fica desesperado).

Narrador: som ente quando Riobaldo chega ao final de sua história é que as coisas fazem sentido para ele. E o sentido da vida também fica claro.

Riobaldo II: aprender a viver é que é o viver mesmo. O diabo não há! É o que eu digo, se for... existe é homem humano. Travessia.

Discurso no lançamento do livro Delírios de um condenado -Paulo Pimentel

Discurso do lançamento do livro “Delírios de um condenado” – Paulo Pimentel

Caríssimos companheiros de jornada na árdua e gratificante tarefa do magistério e autoridades presentes e conterrâneos e convidados – boa noite!
É chegada a hora, a vida pulsa em nossas artérias e continua pulsando incessantemente e nos diz num grito bárbaro e único que é chegada a hora de plantar e de colher.
Aqueles que patrocinaram a modesta publicação destes Delírios meu mui obrigado! A vocês, me valho, das palavras de Castro Alves: "Bendito, bendito é aquele que semeia livros, livros a mão cheia e manda o povo pensar; o livro caindo na alma, é germe que faz a palma, é chuva que faz o mar." Foram alguns anos (isso é Brasil!) para que alguém pudesse, então, fazer esse sonho, meu louco, meu delirante, esse desabafo acontecer e encontrei alguns benfeitores, principalmente, o prefeito Expedito e a secretária da educação Wioneide Isidoro a realização dessa obra! – sou Pigmaleão! Devo de igual modo publicar que outros homens de bem ajudaram para que a obra ficasse pronta.
Essa brincadeira de escrever aconteceu nos áuricos tempos do curso de letras em Iguatu na FECLI, no entanto, fiquei triste porque não via a cria nascer e isso me imprimia algo negativo nesse desejo de continuar a escrever, mas mesmo assim passei ainda um ano escrevendo crônicas para o folha do sertão, comecei outro livro esse já em prosa, porém ficou no projeto.
Quando no inicio dessa conversa dizia do tempo de plantar e de colher me referia a tantos que tiveram a oportunidade de fazê-lo e não fizeram – e nesse ano 2010 encontrei na Administração Crescendo com Você e em outros amigos o fio condutivo para escrever nos anais da história desse município (como outros já fizeram)os meu Delírios, a minha modesta escritura poética e não serei eu sozinho a receber os louros da vitória, mas sim todos aqueles que contribuíram para tal feito – os deuses no Olimpo se rejubilam! Meus amigos, prefeito Expedito, Wioneide, Bismarck, Erivando, Niclésio, Katia Soraya, Weyne César (não posso aqui esquecer a nossa querida primeira Dama Dona Graça que não tenho duvida é uma amante das letras) saibam que plantaram a boa semente da sabedoria, do conhecimento e acreditem colheram (ão), sim, pois ficará registrada nas folhas destes Delírios todos que como diz Castro Alves são benditos, pois semeiam livros – o que seria mais importante?
Aos meus professores do curso de letras da FECLI meu mui obrigado em especial ao mestre Everton que apresenta meus delírios; aos colegas e amigos do curso de letras turma 2003.2; a poetisa Simone, ao prof. Marcos José, a profa. Jarlene, ao prof. Osmar Filho, aos professores da escola agricula o meu carinho e como nos diz Drummond gratidão essa palavra-tudo! A minha família que esteve próximo a mim e tolerou minhas loucuras na prática da escritura poética – obrigado.
Ficam-nos, pois, as palavras do sábio Confúcio: para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade. Professor Paulo Pimentel

Frases sobre a AMIZADE

"O amor é a única força capaz de transformar um inimigo em amigo." (Martin Luther King). A amizade é um dom precioso, uma virtude que tem poderes semelhantes a força do amor, a amizade junta pessoas, constrói relacionamentos, edifica e fortalece nossa vida.


Receita:

Um monte de Tranqüilidade
Algumas colheres de Esperança
Duas pitadas de Paciência
Carinho, muito Carinho!

Misture os ingredientes,
leve ao forno pre-aquecido até dourar!

Dica:
Se acontecer de queimar, não se apavore.
O bolo da vida só chamusca por fora,
por dentro não se estraga.
Então, se passar do ponto, remova a camada externa, queimada,
e cubra generosamente com Amizade.

Está pronto o bolo mais gostoso do Mundo!

BONS AMIGOS
Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade. Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros. Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinhos,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

Machado de Assis
O RAP:
Como já disse anteriormente rap quer dizer ritmo e poesia. Ao contrário de que muitos pensam e dizem por aí, o rap foi criado na Jamaica e não nos Estados Unidos... Por volta de 1960 na Jamaica existiam os "sound systems" muitos populares na ilha, pois sem dinheiro a população dos guetos iam para as ruas e ficavam escutando músicas nesses "sound systems" que eram na época algo como hoje em dia é um trio elétrico para nós aqui, só que em escalas bem, mais bem menores...Daí então com as músicas com ritmos jamaicanos rolando os "toaster" que eram como os mc's (mestre de cerimônias de hoje) ficavam falando frases e discursos sobre as carências da população, os problemas econômicos, a violência nas favelas, enfim sobre a dificuldade em geral da classe baixa dos guetos...
A ida desta nova forma de música para América até então, aconteceu no início de 1970, pois vários jamaicanos tiveram que deixar a ilha do Caribe e emigrarem para a América por problemas econômicos e políticos....
Um dos caras que foram para os USA e desembarcaram em Nova Iorque, foi o dj Kool Herc - trazendo em sua bagagem toda a sua experiência naquele ritmo dos guetos da Jamaica...
Daí então com a divulgação do novo estilo de se fazer música até então, desconhecido por lá, começou a surgir grupos de rap por todo gueto de NY...
Quanto ao primeiro registro fonográfico de rap, a divergências entre os estudiosos, alguns dizem que foi o grupo "Sugar Hill Gang" que gravou o 1º registro em vinil para o grande público, outros falam que foi o grupo "Fatback" com a célebre "King Tim Ill" por volta de 1978...

O GRAFFITI
O graffiti em si não há uma citação na história do hip hop onde ele começou primeiro, ou de que forma foram criadas letras e formas de se desenhar, mas há quem diga que ele foi o primeiro elemento a se formado. Naquela época gangues disputavam demarcando becos, muros e trens com seus nomes. Aos poucos a demarcação foi tomando segundo plano para uma verdadeira e nova forma de expressão artística, onde garotos com seus elementos futuristas ditavam novos estilos com o bico do ‘spray’ (nuts).
A influência latina é algo que podemos dizer que existe muito forte em todo trabalho...pois os maiores artistas veêm de países como, Colombia, Porto Rico e Bolívia...dos vários artistas do graffiti mundial citamos, Ramon Herrera, Lee Quiñones, Miguel"paco paco"Ramirez, Sandra "lady pink" Fabara, Futura, entre vários outros...

O HIP HOP NO BRASIL
O nome HIP HOP surgiu no Brasil na década de 80. Ainda não existiam movimentos que retratavam exatamente o fundamento, o significado na íntegra desta cultura, porque todo aquele povo da época (a grande maioria) desconhecia este nome HIP HOP. O que na época foi propagado e muito na mídia, era a febre chamada BREAK DANCE.
Break era a dança do momento na época, que jamais deixou de ser um elemento importantíssimo e imprescindível para o crescimento do movimento no Brasil.
Sendo assim: 1984, foi o ano oficial da chegada da Dança de Rua no Brasil e o surgimento dos B.Boyings, Poppings e Lockings.
Dizem que existiram pessoas isoladas que já começaram a dançar em meados de 1983, mas foi mesmo em 1984 que a mídia, através dos jornais, documentários, revistas, comerciais de TV e filmes que propagou em massa a chegada da nova dança.
Em todos os lugares via-se pessoas com roupas coloridas, óculos escuros, tênis de botinha, luvas, bonés e um enorme rádio gravador mostrando os primeiros passos, do que se tornaria mais tarde uma cultura bem mais complexa.
Todos aqueles que tinham uma certa afinidade pela dança foram influenciados pelas cenas do filme Flash Dance, os vídeos clips de Lionel Ritchie, Malcom McLarem e outros. Sendo que não podemos deixar de mencionar em hipótese alguma que o Rei do Pop Michael Jackson, lançou para o mundo o famoso Back-slide, inventado pelo Grupo Electric Boogaloo, que muitos Poppers viram e utilizaram muito no Brasil.
Na terra brasilis o hip hop na década de 80, contou também com as equipes de Som, estilo black music, como: Chic Show, Black Mad e Zimbabwe e algumas revistas. E é claro dos discos que apareciam na galeria da rua 24 de maio...
Os primeiros talentos tupiniquins, Nelsão Black Soul ou Nelsão Triunfo dançando break, conhecido também como “homem árvore” e sua turma o “Funk Cia.”, que inclusive fizeram à abertura da novela Partido Alto, na Rede Globo, sem esquecer que o Funk Cia. já vinham de muito tempo atrás; desde a época do Black Power dançando Funky no bailes de São Paulo.
Recém chegado dos E.U.A. um garoto chamado RICARDO do Grupo Electric Boogies, foi considerado por alguns o 1º B.Boy brasileiro, pois trazia do exterior os primeiros passos de Break para a revista: Dance o Break.
Thaíde e o Humberto, ou melhor, o Dj Hum, MC Jack que também é DJ, Pepeu, Racionais Mc's. General G.,Considerado o melhor vocal e a melhor levada de Rap, ele simplesmente desapareceu do mapa. MC Mattar, nome artístico (pseudônimo) utilizado por Marcelo Cirino.
Quem não se lembra da música: “Mas que linda estás”??? Do Grupo Black Junior’s. Os irmãos Metralhas, também apareciam no cenário.
Esses nomes mencionados acima, embora alguns desconheçam e ignoram o fato, foram os primeiros Rappers a gravar disco de vinil
Grandes nomes como Fábio Macari, DJ Cuca e a dupla dinâmica, bombástica e irreverente de brancos, chamada: “Dinamic Duo”, foram e são as verdadeiras enciclopédias do Hip Hop no Brasil.
Na época existia um concurso nacional de Break, o inesquecível Programa de auditório Barros de Alencar, que apresentou os grandes Poppers como Os Cobras e as Buffalo Girls e a grande final entre Os Dragon’s Breaker’s versus Gang de Rua (de Santos).
O Gang de Rua, foi fundado por Marcelo Cirino, e contava com mais três integrantes: Tijolo, Jorge Paixão e Daniel Paixão (hoje o rapper da gravadora Trama: Criminal D.).
Depois da febre de 85, surgiram nomes como: Back Spin, Jabaquaras Breakers, Red Crazy Crew, Street Warrior’s e Nação Zulu, que mantiveram vivo a arte do B.Boy.
Toda essa galera se encontrava na 24 de maio, em São Paulo, mas, começaram as implicações das lojas, com isso tiveram que mudar de localidade, indo para a Estação São Bento do metrô...Com uma divisão ocorrendo neste período da São Bento, outro grupo foi para a Praça Roosevelt e dalí surgiu o "Sindicato Negro".

Já em agosto de 1989 um cara chamado Milton Salles criou a MH2O "Movimento Hip Hop Organizado", ele Sales nesta época era produtor dos Racionais Mc's e foi até 1995, ao MH2O foi muito importante pois criava várias oficinas nas periferias, shows gratuitos nos guetos e divulgou muito o rap para o grande público.......
Hoje em dia, Milton Sales é responsável pela Companhia Paulista de Hip Hop, que continua tendo o mesmo intuito divulgar a cultura do hip hop.
Os 4 elementos do Hip Hop são:
- O BREAK: representa o corpo através da dança;
- O MC : a consciência, o cérebro;
- O DJ: a alma, essência e raiz;
- O GRAFFITI: a expressão da arte, o meio de comunicação...
Hoje em dia, existem muitos hip-hopeiros espalhados pelo Brasil, principalmente em São Paulo, que se auto-intitulam os conhecedores e entendidos da cultura. Dizendo que isso é, isso não é Hip-Hop, ao invés de fazer algo para o engrandecimento ainda maior do movimento, e não fazem.
HIP HOP É CULTURA.... surgiu através dos negros das metrópoles norte americanas em 1929 com a grande crise econômica dos EUA.
Hip Hop é o rap, o graffiti e o break:
Rap - ritmo e poesia, que é a expressão musical-verbal da cultura;
Graffiti - que representa a arte plástica, expressa por desenhos coloridos feitos por graffiteiros, nas ruas das cidades espalhadas pelo mundo;
Break dance - que representa a dança. Os três elementos juntos compõe a cultura hip hop. Que muitos dizem que é a "CNN da periferia", ou seja, que o hip hop seria a única forma da periferia, dos guetos expressarem suas dificuldades, suas necessidades de todas classes excluídas...
O termo hip hop, alguns dizem que foi criado em meados de 1968 por Afrika Bambaataa. Ele teria se inspirado em dois movimentos cíclicos, ou seja, um deles estava na forma pela qual se transmitia a cultura dos guetos americanos, a outra estava justamente na forma de dança popular na época, que era saltar (hop) movimentando os quadris (hip)...
O HIP HOP NO BRASIL
O nome HIP HOP surgiu no Brasil na década de 80.
4 elementos do Hip Hop são:
- O BREAK: representa o corpo através da dança;
- O MC : a consciência, o cérebro;
- O DJ: a alma, essência e raiz;
- O GRAFFITI: a expressão da arte, o meio de comunicação...
Bambaataa os usou para espalhar sua mensagem, "lutar com criatividade, não com violência!" Com a integração dos 4 elementos da cultura Hip-Hop, a vontade de competir era geral, empurrando todos permanentemente a melhorar e ser o mais criativo possível.
Hoje em dia, existem muitos hip-hopeiros espalhados pelo Brasil.








A Dança de Rua surgiu através dos negros das metrópoles Norte Americanas.

As primeiras manifestações surgiram na época da grande crise econômica dos EUA, em 1929, quando os músicos e dançarinos que trabalhavam nos cabarés ficaram desempregados e foram para as ruas fazer seus shows.

Em 1967, o cantor James Brown lançou essa dança através do Funk. O Break, uma das vertentes do Street Dance, explodiu nos EUA em 1981 e se expandiu mundialmente, sendo que, no Brasil, devido à sua cultura, os dançarinos incorporaram novos elementos de dança.

Em janeiro de 1991, foi criado na cidade de Santos, o primeiro curso de “Dança de Rua” no Brasil, idealizado e introduzido pelo coreógrafo e bailarino Marcelo Cirino, baseado em trabalho prático e de pesquisa, desde 1982.

O curso virou projeto e para alguns “religião”, sempre com o apoio da Secretaria de Cultura da Prefeitura Municipal de Santos.

Hoje sua repercussão mundial, retrata o reconhecimento do trabalho e não um simples modismo.

A HISTÓRIA DO HIP HOP
A cultura hip hop é formada pelos seguintes elementos: O rap, o graffiti e o break.
Rap - rhythm and poetry, ou seja, ritmo e poesia, que é a expressão musical-verbal da cultura;
Graffiti - que representa a arte plástica, expressa por desenhos coloridos feitos por graffiteiros, nas ruas das cidades espalhadas pelo mundo;
Break dance - que representa a dança.
Os três elementos juntos compõe a cultura hip hop.
Que muitos dizem que é a "CNN da periferia", ou seja, que o hip hop seria a única forma da periferia, dos guetos expressarem suas dificuldades, suas necessidades de todas classes excluídas...
O termo hip hop, alguns dizem que foi criado em meados de 1968 por Afrika Bambaataa. Ele teria se inspirado em dois movimentos cíclicos, ou seja, um deles estava na forma pela qual se transmitia a cultura dos guetos americanos, a outra estava justamente na forma de dançar popular na época, que era saltar (hop) movimentando os quadris (hip)...
Em meados dos anos 70 no Bronx, cidade de Nova Iorque, só existiam dois bons deejays conhecidos que eram Kool D.J. Herc e Kool Dee.
Kool D.J. Herc foi o maior e mais seguido de todos os D.Js. do Bronx.
De qualquer modo em meado dos anos 70 outro jovem D.J. que foi inspirado por kool D.J. Herc, Kool D.J. Dee, Disco King Mario, começou aparecer e crescer no cenário da música B.Beat chamado Afrika Bambaataa.
Ele tinha algo de grandioso da música B.Beat de Kool Herc, ele começou a trazer novos discos e fazia as pessoas dançarem como um trovão, e decidiu de chamá-los de ZULU NATION. Nos próximos anos Bambaataa seria o responsável por várias gírias no movimento. Nesta mesma época apareceu outro D.J. com o nome de Grand Máster Flash, que ajudou a reformular o jeito de rimar em cima dos Break Beats. Não foram Sugarhill Gang, D.J. Hollywood ou Eddie Chebba e Kurts Blow que começaram a rimar em cima dessas batidas, foram realmente Grand Máster Flash, Mele mel, Kid Creole e Keith Cowbow que começaram o fenômeno das rimas.
Se existe alguém responsável pela criação da música Break Beat, foram Kool D.J. Herc, Afrika Bambaataa e Grand Master Flash, os que vieram depois só ajudaram a construir o que chamamos de HIP-HOP.
GrandMaster Flash completa a trilogia dos DJ´s pioneiros, o terceiro DJ mais importante do inicio da cultura Hip-Hop, teve a brilhante idéia de incluir artesanalmente a sua mesa de mixagem um botão (cross-fader) que lhe permitia passar de um disco para outro sem haver quebra de som. Aprendendo com Herc que os breaks de Funk eram o combustível preferido dos B-Boys e com Bambaataa onde os ir buscar, Flash incendiou tudo ao trazer para o palco os “skills” (capacidade técnica de misturar os discos e faze-los fluir de forma irrepreensível.

O MC começou por ser uma mera sombra do DJ, limitado a empolgar ao microfone as pessoas, que lhe pagava o ordenado e funcionando quase como “locutor de festas” ou mestre de cerimónias que não só usava o microfone para comunicar à multidão qual a última celebridade do gueto (ghetto celebrity) a entrar no clube (“hey ya’ll, my man Timmy T is in the house!”) como também tinha um papel importante, deixava todos saberem que havia uma mãe à espera do seu filho à porta (“yo, Little Jimmy, stop spinnin’ and head to the door!”). Com o tempo, as rimas foram ficando mais elaboradas, mais complexas e, tal como os “skills” do DJ lhe davam popularidade, as habilidades do MC ao microfone começaram a ser decisivas para arrancar aplausos da multidão.

Bem, assim seria o Hip-Hop para muitos, DJs descobrindo e criando os break-beats, MC's rimando, B.Boys dançando e a maioria dos membros da cultura Hip-Hop também eram escritores. Bambaataa os usou para espalhar sua mensagem, "lutar com criatividade, não com violência!" Com a integração dos 4 elementos da cultura Hip-Hop, a vontade de competir era geral, empurrando todos permanentemente a melhorar e ser o mais criativo possível.

Assim, era como uma lei não escrita, que, todo mundo criava seu próprio estilo, sem copiar o próximo, sem roubar as idéias do outro. Outra lei respeitada era: Paz, unidade, amor e divertimento. A base para os diferentes elementos já estava pronta, mas com a integração da cultura Hip-Hop foi acelerado o desenvolvimento rapidamente dos elementos.

Texto escrito Por Bruno Ventura (DJ Groovy) com apoio do grupo Spartanic Rockers e Hit da breakz.